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O que se pode fazer? Dada à natureza das tarefas desempenhadas no setor da mineração, torna-se difícil a regularização e a supervisão dessas atividades. Por outro lado, a renda proveniente do trabalho de crianças e adolescentes, muitas vezes, é fundamental a sua própria sobrevivência. Não se pode, portanto, impedir que crianças e adolescentes trabalhem no setor minerador, sem proporcionar às suas famílias fontes de sustento alternativas e adequadas. As crianças e adolescentes que abandonam o garimpo também precisam ter acesso ao ensino de qualidade, que lhes ofereça verdadeiras possibilidades de inserção justa e adequada no mercado de trabalho, quando atingirem a idade adulta. A OIT, pelo Programa Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil (IPEC), está lutando para garantir que nenhuma criança ou adolescente precise trabalhar em um garimpo ou pedreira. Os projetos iniciados na Mongólia, Tanzânia, Nigéria e nos países andinos da América do Sul têm demonstrado que o melhor modo de ajudar essas crianças e adolescentes é colaborar com suas próprias comunidades. Nesse sentido, as comunidades que se dedicam à exploração de garimpos e pedreiras recebem apoio para organizarem cooperativas e melhorarem sua produtividade. Com isso, acabam por eliminar a necessidade de explorarem o trabalho infantil. Também é importante o suporte ao desenvolvimento de serviços básicos, tais como criação de escolas e sistemas de água e saneamento. Os projetos voltados às comunidades têm ajudado crianças e adolescentes, de uma forma direta e prática, mas a conscientização mundial sobre o problema é fundamental para mobilizar o esforço internacional necessário para erradicar, por completo, o trabalho infantil no setor da mineração. |