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Em 1992, o Programa Internacional para a Eliminação
do Trabalho Infantil (IPEC), da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), foi implementado no Brasil. O País foi um dos
primeiros a receber o IPEC e nesses 10 anos as estatísticas mudaram.
No início da década de 90, de acordo com o IBGE, eram 8,4
milhões de crianças e adolescentes trabalhando, reduzindo
para 5,4 milhões em 2001.
O que é ainda mais importante, o trabalho infantil passou a ser
visto como um problema social a ser combatido por todos: governos, organizações
de empregadores e empregados e sociedade civil. Na última década
do século XX o trabalho infantil foi proibido (o Brasil ratificou
as duas Convenções da OIT sobre o tema - nº 138, Idade
Mínima para o Trabalho e nº 182, Piores Formas de Trabalho
Infantil) e vários programas de governos e ações
de entidades não-governamentais foram implantados, transformando
o Brasil em modelo para muitos países.
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