Promovendo o Trabalho Decente

Seminário tripartite
“A economia informal no Brasil:
Políticas para facilitar a transição para a formalidadeâ€

BRASILIA (Notícias da OIT) - A economia informal no Brasil, assim como em muitos outros países do mundo, é de grande magnitude e composta por um conjunto complexo e heterogêneo de situações de trabalho. Dela fazem parte trabalhadores autônomos que não contribuem para o sistema previdenciário, trabalhadores assalariados sem carteira de trabalho assinada e trabalhadores familiares não remunerados.

Ainda que tenham ocorrido importantes avanços na redução da informalidade nos últimos cinco anos no Brasil, mais de 50% da força de trabalho do país está ocupada na economia informal, sem acesso à proteção social, aos direitos do trabalho e, freqüentemente, às formas de organização ou negociação coletiva.

A OIT reconhece a diversidade da economia informal e considera que as políticas que podem contribuir para sua superação deveriam ser formuladas e implementadas levando em conta essa heterogeneidade de situações. A transição para a formalidade supõe um conjunto de políticas que combinem a promoção do dinamismo econômico, a geração de mais e melhores oportunidades do emprego, a criação de empresas, a ampliação da proteção social e a aplicação efetiva dos direitos no trabalho.

O tema foi o principal foco de um seminário tripartite promovido no mês de maio pela OIT em Brasília, reunindo representantes do governo, de organizações sindicais e de empregadores e da academia para aprofundar o diagnóstico da economia informal no Brasil e contribuir para a formulação de políticas que possam superá-la.  

A seguir, disponibilizamos todas as apresentações feitas pelos especialistas durante o seminário.

Agenda

Terça-feira, 12 de maio (tarde)

(14h00-14h40)  Abertura
Laís Abramo, Diretora da OIT no Brasil
Representante do Ministério de Trabalho e Emprego
Dagoberto Lima Godoy, representante dos empregadores no Conselho de Administração da OIT
Lourenço Ferreira do Prado, Vice-Presidente, União Geral dos Trabalhadores

(14h40-15h00) Azita Berar-Awad, Diretora do Departamento de Políticas de Emprego, OIT-Genebra: “A agenda do trabalho decente e a economia informal”.

(15h00 – 17h30)  1a Sessão: Informalidade e  mercado de trabalho no Brasil

José Dari Krein, Instituto de Economia, Universidade Estadual de Campinas: “Economia Informal: aspectos conceituais e históricos”.

Lúcia Garcia, DIEESE: “A evolução da informalidade no Brasil”.

Eugenia Troncoso Leone, Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas:
 “O perfil dos trabalhadores e trabalhadoras na economia informal”.

Paulo Baltar, Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas:
 “Política econômica no Brasil e a informalidade”.

Comentaristas
Maria Auxiliadora dos Santos, Força Sindical
Dagoberto Lima Godoy, CNI

17h30 Coffee Break
Assinatura do convênio OIT-DIEESE-MPS-IPEA  para o projeto sobre a economia informal no Brasil.

 

13 de maio

(9h00 – 11h00) 2a Sessão:  Características da informalidade no Brasil 

Solange Sanches, OIT: “A situação das trabalhadoras domésticas no Brasil”. 

Adriana Fontes, Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade: "Perfil e desafios dos microempreendedores urbanos no Brasil".

Mauro Del Grossi, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), “A informalidade no campo”.

Comentarista: Profa. Maria Cristina Caccamali, USP

(11h00-11h30)  Coffee break

(11h30-13h30) 3ª Sessão:  Políticas para superar a informalidade 
Mesa Redonda:  Em que medida a regulação pode ajudar a minimizar a informalidade?

Bruno Quick, SEBRAE

Leonardo Soares de Oliveira, Secretaria de Inspeção do Trabalho, MTE

Assunta Di Dea Bergamasco, ANFIP

Dagoberto Lima Godoy, CNI

Claudia Rejane de Lima, CUT

Moderador:  Mansueto Almeida, IPEA

[Debate aberto]

(13h30 – 15h00) Almoço no hotel

(15h00 – 17h30) Continuação da 3ª sessão: Políticas para superar a informalidade

José Celso Cardoso Jr., IPEA: “De Volta para o Futuro? As fontes de recuperação do emprego formal no Brasil e as condições para sua sustentabilidade temporal”.

Rosana Maia, DIEESE: “O diálogo social para a elaboração de políticas de enfrentamento da informalidade”.

Paulo Volker, SEBRAE: Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) como estratégia para superar a informalidade. 

Amilton José Moretto, Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas:
“Políticas de emprego e sua contribuição à redução da informalidade e discriminação no mercado de trabalho brasileiro: a experiência recente”.

Comentarista

Azita Berar-Awad, OIT-Genebra

Como Superar
Diálogo Social
Emprego Formal
Evolução
Fiscalização
Micro Empreendedor Individual
Micro Empreendedores
Perfil
Políticas Formalidade
Trabalho Decente
Trabalho Doméstico

25.05.2009

Setor de Embaixadas Norte, Lote 35 - Brasília - DF / Brasil - 70800-400 - Tel.: +55.61.2106-4600 Fax: +55.61.3322-4352
Segunda a quinta: de 8h às 12h30 / 14h às 17h30 e sexta: de 8h00 às 13h30  
e-mail: brasilia@oitbrasil.org.br | Brasil (Brasília)| Sede (Genebra) | Regional (Lima)]