Seminário Internacional discutiu Igualdade de Gênero no Mundo do Trabalho
BRASÃLIA (NotÃcias da OIT) – A troca de experiências nacionais e internacionais para reflexão e ação sobre a importância do fortalecimento de polÃticas públicas e leis de igualdade entre homens e mulheres no mundo do trabalho. Este foi o objetivo principal do I Seminário Internacional de PolÃticas e Práticas de Igualdade de Gênero no Mundo do Trabalho, realizado pela Secretaria Especial de PolÃticas para as Mulheres (SPM) e o escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, realizado na semana passada em BrasÃlia.
Durante o evento, Maria Elena Valenzuela, especialista em gênero e emprego para América Latina e Caribe da OIT, fez o lançamento no Brasil do relatório regional OIT: Trabalho e FamÃlia: Rumo a novas formas de conciliação com co-responsabilidade social.
O relatório apresenta as tensões na relação entre trabalho e famÃlia na América Latina e no Caribe, formulando recomendações de polÃticas públicas que fomentem o compartilhamento e a co-responsabilidade social entre homens e mulheres nas tarefas de cuidado da famÃlia, mas sem esquecer o papel do estado, do mercado e das famÃlias.
“Vemos hoje uma mudança nas estruturas das famÃlias e o aumento daquelas chefiadas por mulheres. Também é crescente a entrada da mulher no mercado de trabalho. Por outro lado, trabalho não é só aquele que se realiza para o mercado, mas aquele que garante a reprodução da sociedade. Porém, o funcionamento da sociedade ainda não se adaptou à nova realidade e a mulher tem ficado sobrecarregada nos cuidados da famÃliaâ€, alertou Maria Elena Valenzuela.
A Diretora do Escritório da OIT no Brasil, LaÃs Abramo, destacou que é necessário avançar na discussão do tema. “Um dos aspectos fundamentais desta discussão é que a promoção do maior equilÃbrio entre os aspectos do trabalho e da vida em famÃlia tem que ser um objetivo de toda a sociedade. A igualdade de gênero jamais poderá ser completa se não houve uma transformação profunda que se reproduza na sociedadeâ€, disse.
Também participaram da mesa de abertura a ministra Nilcéa Freire, da SPM,  e Eduardo Gutierrez, representante interino do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil.
Também fez parte da abertura do seminário a assinatura dos termos de compromisso do Programa Pró-Eqüidade de Gênero no Mundo do Trabalho, firmado entre as 72 organizações que participam da edição 2009/2010, realizado pela SPM em parceria com a OIT e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).
O objetivo do Pró-Eqüidade é contribuir para a eliminação de todas as formas de discriminação no acesso, remuneração, ascensão e permanência no emprego, por meio de ações que buscam conscientizar e sensibilizar dirigentes, empregadores/as e estimular práticas de gestão que promovam a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres dentro das organizações.
Para Nilcéa Freire, realizar o lançamento do relatório da OIT e a assinatura do termo de compromisso das entidades do Pró-Eqüidade durante o Seminário Internacional, foi uma oportunidade única de discutir o tema com um público totalmente identificado com a causa. “Sabemos do desafio que é promover eqüidade e igualdade no mundo do trabalho. No Brasil temos avançado, mas ainda não é o que queremosâ€. A ministra lembrou que o paÃs ainda não é signatário da Convenção 156 da OIT, relativa à igualdade de oportunidades e tratamento para os trabalhadores dos dois sexos.
Cerca de 200 pessoas participaram da abertura do evento entre trabalhadores, empregadores, parlamentares, servidores públicos, dirigentes das entidades que fazem parte do Pró-Eqüidade e membros do corpo diplomático de paÃses como Cabo Verde, Paraguai, PaÃses Baixos, Peru, Chipre e Noruega.
Veja a apresentação de Maria Elena Valenzuela
16.11.2008